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Especialistas afirmam que os professores não estão prontos para lidar com drogas na escola
30/05/2007
 
Profissionais da educação estão acostumados a lidar com alunos que tentam copiar questões em provas e que discutem um com os outros, mas nos últimos anos encontraram um novo problema nas salas de aula, as drogas. Segundo pesquisa realizada em 2004 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), mais de 20% dos alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas de Curitiba já consumiram algum tipo de droga.

Entre 1.823 estudantes curitibanos, 68% afirmam que já ingeriram álcool pelo menos uma vez na vida e 13% alega beber freqüentemente. Educadores questionam se os docentes estão preparados para lidar com o jovem usuário de droga.

Segundo o diretor do Instituto de Prevenção e Atenção às Drogas (Ipad) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Dagoberto Requião, os professores ainda não estão prontos para trabalhar na sala de aula com um aluno que cheira cola. "Os docentes precisam de capacitação sobre a abordagem que devem realizar com os alunos com problemas. Ele precisa do domínio das conceituações básicas. As associações de pais e os grêmios estudantis também devem estar envolvidos nessa situação", disse.

A psicóloga Renate Vicente acredita que um dos principais fatores para a falta de tato dos docentes é o pouco tempo para o relacionamento com os alunos. "O tempo que o professor tem fora de sala ele usa para corrigir provas ou em um segundo emprego. Ele não tem tempo para conversar com seus alunos. Cada vez o professor tem menos espaço para definir os limites com os estudantes e trabalhar a formação de valores com eles", falou.

Atenta a essa realidade pedagógica, a PUCPR irá realizar nos dias 1.º e 2 de junho o workshop "Prevenção de Drogas na Escola... O Que Fazer?". Segundo a coordenadora do evento, Maria José de Paula Busato, o público-alvo são os gestores de escolas, coordenadores educacionais, professores e psicólogos que atuam na escola. "A proposta é incentivar os educadores a refletir sobre o tema e mostrar que não é preciso trazer profissionais de fora para abordar a questão. A prevenção pode ser viabilizada pelos próprios funcionários da escola", explica. A psicóloga da Universidade de São Paulo (USP), Daniela Pinotti irá liderar o trabalho.
 
Fonte: .NecNews - Redação Brasil
"Especialistas afirmam que os professores não estão prontos para lidar com drogas na escola"
 
 
 
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